Home » Blog » Violência urbana permanece instalada no Estado do Pará


O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) divulgou, este ano, o “Atlas da Violência 2016”, realizado em parceria com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), com dados de todo o Brasil, de 2004 a 2014. De acordo com o levantamento, o Estado do Pará possui quatro cidades entre as 20 microrregiões mais violentas: Altamira (8°), Parauapebas (11°), Marabá (13°) e Belém (20°). 

No Pará, o número de homicídios cresceu 126,5% nos últimos anos. Entre jovens de 15 a 29 anos, o Estado registrou um crescimento de 122,7%, situação que beira a barbárie social.

A média de assassinatos é assustadora. São 13 pessoas assassinadas a cada 24 horas. Nesta segunda quinzena de outubro, em apenas quatro dias, 52 pessoas foram mortas no Estado. Destas, 21 foram assassinadas na região metropolitana de Belém.

Em 2015, o Instituto Doxa realizou uma pesquisa que revelou que, de cada 10 pessoas, 9 já foram assaltadas ou sofreram algum tipo de ação de bandidos em Belém. Para 42% dos entrevistados, a “violência, a insegurança e o tráfico de drogas” são, hoje, o maior problema enfrentado pela população belenense.

Com relação ao uso de armas de fogo, o Hospital Metropolitano de Urgência e Emergência (HMUE), em Ananindeua, atendeu uma média de 7 pacientes feridos por dia, entre os meses de janeiro e setembro deste ano.

No total, são 1.822 casos de pacientes feridos por arma de fogo na Região Metropolitana de Belém registrados no hospital. O índice de atendimentos diários praticamente equivale à porcentagem registrada durante todo o ano de 2015 – de 6,46 atendimentos por dia -, quando 2.359 pessoas deram entrada no hospital após terem sido feridas por arma de fogo.

Não se sabe ainda o índice de pacientes feridos por arma de fogo em outros hospitais da região metropolitana. Porém, é possível que o total ultrapasse o dobro dos casos no Metropolitano, visto que grande parte das vítimas é encaminhada aos prontos-socorros da capital, localizados no Guamá e no Umarizal, além de unidades de pronto-atendimento (UPAs).

No entanto, mesmo levantando somente dados do Hospital Metropolitano, as estatísticas são preocupantes, pois apontam para um grande número de crimes cometidos com o uso de armas de fogo, na capital e região e metropolitana. E em diversos casos, inclusive, os modelos das armas são de uso exclusivo da polícia.

Mais uma vez, afirmo que é preciso que o Governo do Estado invista em políticas públicas que não só coíbam os atos de violência, como o aumento do número de policiais e de equipamentos, mas que previnam a sociedade, que mostrem, sobretudo aos jovens, outros caminhos melhores e alcançáveis, para que não entrem nem permaneçam na criminalidade.

(Com informações do Diário Online)

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