Home » Blog » Servidores do HEMOPA protestam na ALEPA


Servidores da Fundação Centro de Hemoterapia e Hematologia do Pará (Hemopa) protestaram contra a demissão de 104 trabalhadores do órgão anunciada pelo Governo do Estado. Na tribuna, o deputado Bordalo questionou os critérios de demissão dos funcionários, boa parte deles com mais de 20 anos de dedicação ao hemocentro.

Entre os funcionários que serão demitidos estão técnicos de enfermagem, biomédicos, farmacêuticos, fisioterapeutas, psicólogos e auxiliares administrativos, entre outros. A técnica de enfermagem Andréa Costa Sousa, que há 18 anos trabalha na fundação, conta que os trabalhadores vêm sofrendo assédio moral, pressionados pela instituição a se desligarem “espontaneamente”. “Estamos sofrendo uma pressão psicológica terrível. Saímos para trabalhar todos os dias sem saber até quando teremos emprego”, diz ela.

Segundo a administradora Telma Saraiva, a direção do Hemopa alega que está sendo pressionada pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE) para demitir os funcionários temporários, considerados servidores irregulares. “Mas como irão nos substituir sem concurso público? Vão trocar um servidor irregular por outro?”, questiona.

Em agosto de 2016, foi firmado um segundo termo aditivo ao Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), segundo o qual o Governo do Estado se compromete a publicar o edital do concurso público para o Hemopa até novembro de 2017, nomeando os novos funcionários até fevereiro de 2018. No último dia 18 de janeiro, no entanto, a instituição publicou edital de Processo Seletivo Simplificado para preenchimento das vagas.

Após receber a comissão de funcionários, o deputado Bordalo encaminhou ofícios ao Tribunal de Contas do Estado e à Casa Civil solicitando a intervenção desses órgãos para garantir o cumprimento do TAC.  

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