Home » Blog » Ministro da Saúde atende reivindicação de indígenas paraenses


No dia 14 de dezembro, seis caciques habitantes do Pará embarcaram para Brasília, para participar de uma conversa com o ministro da Saúde, Dr. Ricardo Barros. Na reunião, eles mostraram a importância de se nomear um indígena para coordenar o Distrito Sanitário Especial Indígena Guamá-Tocantins (Dsei-Guatoc) do Estado do Pará.

O coordenador do Dsei, até então, era Daniel Mescoito Gomes. Segundo o cacique Naldo Tembé, Daniel não estava honrando o compromisso de garantir a saúde nos polos de atendimento aos indígenas. Não havia vacinas, medicamentos, controle de qualidade e manutenção do abastecimento de água, nem de fossas biológicas; faltavam agentes indígenas de saneamento e de saúde; havia insuficiência de veículos de transporte, ambulâncias e motoristas, de técnicos de enfermagem e funcionários na área administrativa dos polos e estrutura administrativa, entre outros investimentos.

A insatisfação trouxe mais de 120 homens, mulheres e crianças indígenas a Belém. Depois de interditarem a BR-316, as famílias se alojaram na sede da Funai, localizada na Tv. Padre Eutíquio, onde conviveram por quase dois meses pacificamente com os funcionários da fundação.

Diante dos problemas expostos ao ministro na reunião, ficou acordada a destituição de Daniel. Provisoriamente, assumirá uma coordenadora para despesas do DSEI, supervisionada pelo presidente da Comissão de Saúde Indígena, cacique Piná, e posteriormente será realizada a nomeação do indicado pelos caciques, Jorge Alberto Sarmento dos Santos Tembé, para ocupar o cargo.

O presidente da Fundação Villas-Bôas, Paulo Celso Villas-Bôas, comemorou o resultado favorável aos povos indígenas: “Felizmente, já desocuparam o local. Claro que vai haver vigilância, como eles relataram na reunião do dia 12 [na sede da Funai, em Belém], mas, para nós, é uma satisfação enorme. Eu acredito que a Assembleia Legislativa, tanto na pessoa do deputado Carlos Bordalo quanto do presidente Márcio Miranda, foi peça fundamental nesse sentido, porque, de todas as esferas que procuramos, principalmente a jurídica, sabemos que o grande trunfo é a esfera política”.

Quanto ao trabalho de intermediar este acordo entre os indígenas e o Governo, Villas-Bôas destaca que a função dos representantes de instituições de defesa dos direitos humanos é, acima de tudo, pacificar. “Graças a essa conciliação - apesar de certa resistência por parte do Ministério da Saúde -, foi atendida a reivindicação. Eles só queriam ser escutados e ter seus direitos garantidos. Estamos muito felizes com o desfecho”, concluiu o presidente da fundação.

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