Home » Blog » Feirantes do Ver-o-Peso exigem melhorias sociais


Feirantes do Complexo do Ver-o-Peso reivindicam melhorias sociais no entorno do projeto. Representantes dos trabalhadores estiveram reunidos com a Comissão de Direitos Humanos e Defesa do Consumidor da Assembleia Legislativa do Pará, na tarde desta quarta-feira (15), juntamente com representantes do poder público e diversas entidades.

Estiveram presentes na reunião, além da comissão formada pelos trabalhadores do Ver-o-Peso, o Promotor de Justiça da Infância e Juventude José Maria Lima Junior, representantes da Polícia Militar e da Guarda Municipal, o presidente da Fundação Propaz, Jorge Bittencourt, o secretário de Justiça e de Diretos Humanos (SEJUDH) Michell Durans, assistentes sociais representando a Fundação Papa João XXIII (Funpapa), representantes da Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social (Segup), além da Defensora Pública Estadual, representada pela coordenadora do Núcleo de Defesa dos Direitos Humanos (NDDH) Juliana Oliveira.

As pautas mais urgentes reclamadas pelos feirantes são de cunho social. “É preocupante a situação do Ver-o-Peso, que está passando por um processo de desgaste que prejudica o seu potencial comercial e turístico”, afirmou Manoel Rendeiro, o Didi, presidente da Associação dos Trabalhadores do Ver-o-Peso.

“O Ver-o-Peso se transformou em ponto de venda de drogas e área ocupada por  moradores de rua. Outro problema é que os pais vão trabalhar e têm que levar os filhos, mas as crianças não têm onde ficar. É ruim elas ficarem soltas por lá”, completou.

Segundo a Polícia Militar, estão sendo realizadas operações intensivas no local, com a criação de uma política de segurança pública voltada para o setor. “Estamos trabalhando dia e noite para acabar com as diversas situações de insegurança”, afirmo o major Luiz Otávio, comandante do batalhão que cuida do Ver-o-Peso.

Para o presidente da CDHDC, deputado Carlos Bordalo (PT), a situação é preocupante e exige ações concretas. A CDHDC já realiza ações no Complexo do Ver-o-Peso desde 2015 e continuará a serviço dos feirantes para garantir melhor qualidade de vida e cumprimentos aos direitos básicos dos cidadãos que trabalham no local.

Durante a reunião, foi decidido que será encaminhado um ofício para a Secretaria Municipal de Economia (Secon) solicitando o recadastramento dos feirantes para a identificação por meio de crachá ou camiseta. A PM prometeu avaliar a viabilidade de instalação de um box próximo ao  estacionamento, um dos pontos mais afetados pela falta de segurança.

A Secretaria de Estado de Assistência Social, Trabalho, Emprego e Renda (Seaster) e a Fundação Papa João XXIII (Funpapa) irão realizar medidas socioeducativas com as pessoas em situação de rua para prestar assistência médica e social. O Promotor de Justiça da Infância e Juventude José Maria Lima Júnior prometeu viabilizar vagas em creches para os filhos dos feirantes, que devem se organizar numa comissão e assim eleger um administrador para o complexo.

 

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