Home » Blog » Como os profissionais de saúde têm sido qualificados para atender mulheres vítimas de violência no Estado do Pará


Nas duas últimas décadas, a problemática da violência contra a mulher tem sido reconhecida por entidades ligadas aos direitos humanos e organismos internacionais como a Organização Mundial da Saúde (OMS) e Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) como problema de saúde pública. A OMS relaciona essa violência a diversos agravos à saúde física, abusos de drogas e álcool, distúrbios gastrointestinais, inflamações pélvicas crônicas, dores de cabeça, asma, ansiedade, depressão, distúrbios psíquicos, como tentativa de suicídio, além do trauma físico direto (RedeSaúde,1999).

Por ser um problema de saúde pública, que abrange todas as classes sociais e faixas etárias, é importante e urgente que profissionais na área da saúde sejam instrumentalizados e capacitados para atender as vítimas que chegam às unidades de saúde, aos ambulatórios, hospitais e prontos-socorros. Isso exige que os governos invistam na capacitação dos profissionais e em melhorias na rede de atendimento e na saúde pública como um todo.

Desta forma, o profissional de saúde estará apto a ouvir e acolher o sofrimento das vítimas, olhando além dos sintomas, de forma humanizada. A identificação e a notificação de uma violência constituem um caminho de proteção à mulher, que se sente mais acolhida e pronta para expor seu sofrimento.

 Sem a devida qualificação e preparo, os profissionais de saúde não conseguirão trabalhar em uma perspectiva inclusiva, emancipatória e intersetorial.  O que se observa atualmente nos serviços de saúde, é que quando falam da rede de referência social, que poderá acolher as mulheres em situação de violência após o atendimento hospitalar, estes profissionais normalmente delegam essa orientação aos assistentes sociais, não compreendendo a importância do atendimento multidisciplinar.

Aos profissionais de saúde está posto dois grandes desafios: perceber o grau de urgência do atendimento, da atenção médica e dos demais procedimentos de saúde e o dever de realizar um acolhimento mais humanizado e solidário. Diante disso, solicitamos a Secretaria Estadual de Estado do Pará – SESPA, informações de como os profissionais de saúde tem sido qualificados (preparados) para realizar o atendimento à mulheres vítimas de violência nos serviços de saúde do Estado.

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